· Expectativa de Vida x Boa Forma:
Boas notícias para aqueles que já passaram dos 60 anos!
A expectativa de vida está aumentando em todo o mundo, e já existem provas de que o ser humano pode viver até os 120 anos de idade. Mas, sem dúvida nenhuma, o importante é que se chegue lá com boa qualidade de vida. Muito importante, também, é a forma como chegamos aos sessenta, como cuidamos do nosso corpo até então.
Exercícios regulares, realizados periodicamente e bem orientados, nos ajudam a manter uma boa qualidade de vida, diminuindo a chance de morte por problemas cardiovasculares e por outras patologias, também. Ajudam-nos a manter a auto-estima e o bem-estar físico e mental, garantindo uma vida mais feliz e produtiva. Aumentam e mantêm a resistência e a força muscular para atividades comuns do dia-a-dia, quando o processo natural, com o passar dos anos, seria a sua diminuição ou perda.
· Exercícios x Metabolismo:
A partir dos 40 anos, geralmente, nosso metabolismo começa a declinar, havendo uma tendência à perda de massa óssea (osteoporose) e ao aumento de gordura corporal. Através de um programa de exercício mantemos boa porcentagem de gordura corporal, combatendo a obesidade e evitando, ou retardando, o surgimento do diabetes da maturidade (ou tipo II). Exercícios adequados possibilitam a redução da perda da massa óssea e, em alguns casos, a recuperação da mesma, com menor risco de sintomas ou fraturas. Os músculos e ossos voltam a ser fortes, eliminando os riscos de quedas fáceis e de fraturas de fêmur e de quadril, tão temidas após os sessenta anos.
Portadores de patologias as mais variadas, não só do sistema cardiovascular, beneficiam-se da prática regular de exercícios físicos, podendo haver, até, redução no uso de medicamentos. Exemplos disso são:
1. Alguns hipertensos, que diminuem, ou suspendem, o uso de algumas drogas;
2. A depressão é menos freqüente e menos intensa naqueles que praticam atividade física regular, principalmente quando em grupo de pessoas com idade, ou patologias, semelhantes, onde ocorre uma intensa socialização e o surgimento de novos interesses e amizades.
· Avaliação Clínica:
Mas, não devemos esquecer um aspecto muito importante: avaliação médica com clínico, cardiologista ou especialista em medicina do esporte/exercício, antes de iniciar um programa de condicionamento ou reabilitação. Se necessário, exames serão solicitados e, somente então, seu médico e você decidirão sobre um programa de exercícios a ser seguido.
· Algumas dicas úteis, que servem para qualquer idade:
1. Escolha o seu horário, aquele em que você se sente melhor fazendo exercícios; aquele que melhor se encaixa no seu ritmo de vida, hora de acordar, dormir, comer, de tomar medicação, etc., não esquecendo de evitar as horas mais quentes do dia;
2. Inicie devagar, aumentando a intensidade gradualmente; não faça muito, muito cedo, principalmente se você estava inativo ultimamente; você pode iniciar fazendo pequenos períodos de exercício 2 a 3 vezes durante o dia, até seu condicionamento melhorar e conseguir fazê-lo sem interrupção;
- Realizar exercícios aeróbicos, aqueles que podemos manter por, pelo menos, vinte minutos sem ficarmos ofegantes ou fatigados;
- Natação, hidroginástica, caminhar (ruas, praças, esteira rolante), pedalar em locais seguros, ou bicicletas estacionárias, são bons exemplos;
- Escolha um lugar aprazível, que lhe traga o máximo possível de satisfação e segurança e o mínimo de poluição de qualquer natureza;
- Se tiver companhia, procure manter um bom astral e conversa sobre assuntos agradáveis;
- Pratique seus exercícios entre 3 e 5 vezes por semana, por, no mínimo, 20 minutos;
- Hidrate-se bem, antes, durante e depois, usando roupas e calçados apropriados para o local e horário escolhidos;
- Alongue-se, antes e depois de sua seção de exercícios; se o clima estiver frio, faça primeiro um aquecimento leve para então alongar-se, evitando, assim, lesões musculares.
- Exercício e Prevenção de Doenças Cardiovasculares:
A inatividade é uma característica das sociedades modernas, em que o progresso e a tecnologia afastaram a necessidade da atividade física, antes fundamental para a sobrevivência do ser humano. A associação entre o sedentarismo e a ocorrência de doenças cardiovasculares já foi estabelecida há quase 5 décadas, tendo sido demonstrada uma clara relação de dose e efeito entre a prática de atividades físicas e a ocorrência de eventos coronarianos fatais e não-fatais (ex.: infarto do miocárdio, angina do peito, morte súbita, etc.). O tipo de atividade física parece ter pouca relevância na obtenção desse efeito, importando mais o gasto calórico dispendido. Á medida que aumenta o gasto calórico, diminui progressivamente o risco de um problema cardiovascular. Um gasto calórico superior a 2000 kcal por semana através de exercícios parece não adicionar nenhum benefício na prevenção de coronariopatias. A proteção do exercício se manifesta somente naqueles que estão se exercitando regularmente. O fato de o indivíduo ter sido um grande atleta no passado não confere proteção caso ele tenha voltado a ser sedentário. Ou seja, “exercício não é vacina”, que é feita uma vez na vida e a proteção dura para sempre. A chave é manter-se sempre em atividade. As razões exatas para o efeito protetor do exercício regular não são ainda totalmente compreendidas, mas, com certeza, o efeito sobre alguns dos fatores de risco tradicionais é parte importante dessa proteção.
· Fatores de Risco para Doença Cardiovascular:
Os fatores de risco para doença cardiovascular são os principais responsáveis pelo desenvolvimento das placas de aterosclerose, que entopem as artérias. Dentre os fatores de risco tradicionais, o exercício regular é capaz de influenciar positivamente o perfil lipídico, a obesidade, a resistência à insulina e a hipertensão arterial.
Em relação ao perfil lipídico, ele promove o aumento das lipoproteínas de alta densidade, consideradas como sendo o “bom colesterol” (HDL – colesterol), que é capaz de retirar a gordura que se deposita no interior das artérias, gerando as placas de aterosclerose. Ele diminui os níveis de triglicerídios e o efeito deletério das lipoproteínas de baixa densidade, também chamadas de “mau colesterol” (LDL – colesterol), responsáveis pelo depósito de gordura dentro das artérias. Parte do efeito obtido pelo exercício passa pelo controle da obesidade. Os indivíduos que aderem a um programa de exercícios, além de gastarem mais calorias, eles demonstram maior capacidade em seguir uma dieta alimentar, facilitando a perda de peso. Nos adultos, o desenvolvimento de Diabete Melito ocorre pela resistência ao efeito da insulina e não pela falta dela. A insulina disponível, em quantidade suficiente, não consegue fazer com que a glicose (açúcar) penetre nas células e possa ser metabolizada. O exercício diminui essa resistência à ação da insulina, facilitando a entrada da glicose na célula e retardando o aparecimento do quadro de Diabete Melito. Nos indivíduos que apresentam aumento sustentado da pressão arterial e começam a exercitar-se, observa-se discreta redução dos níveis pressóricos, que, em alguns casos, permite a redução, ou mesmo a suspensão da medicação anti-hipertensiva.
· Arritmias Cardíacas:
A ocorrência de descompassos no ritmo cardíaco, conhecidos como arritmias cardíacas, podem ser, tanto destituídos de qualquer significado clínico, como, em casos especiais, podem representar uma ameaça à vida. Um dos fatores responsáveis pela ocorrência dessas arritmias é a liberação de grandes quantidades de adrenalina durante momentos de grande tensão emocional ou durante exercício físico intenso e abrupto. O treinamento físico diminui a quantidade de adrenalina que é liberada durante situações críticas, reduzindo o impacto sobre o coração. Um sedentário tem 100 vezes mais risco de ter uma parada cardíaca durante um exercício intenso e abrupto, ao qual ele não esteja habituado. Já um indivíduo bem condicionado fisicamente apresenta um risco apenas 2,5 vezes maior.
· Risco de Trombose:
O mecanismo principal de vários eventos cardiovasculares é a formação de um trombo dentro das artérias, provocando a oclusão do vaso e a interrupção do fornecimento de sangue. Como esse é um processo dinâmico, á medida que o trombo vai sendo formado, o organismo também vai desfazendo o trombo, através da fibrinólise. Através do exercício regular, é possível promover o aumento da fibrinólise, prevenindo a ocorrência de fenômenos trombóticos agudos, como o infarto do miocárdio.
Existe pouca dúvida que o exercício esteja relacionado à uma menor mortalidade por problemas cardiovasculares. Os estudos apontam sempre na mesma direção, evidenciando a importância de manter uma vida fisicamente ativa para poder viver mais e melhor. Mesmo que, às vezes, não seja possível aderir a um programa estruturado de exercícios, o aumento das atividades físicas presentes nas rotinas diárias, deve ser estimulado, como:
1. Procurar usar menos o elevador;
2. Cuidar mais do jardim;
3. Lavar o carro;
4. Evitar usar o carro para pequenas distâncias, entre outras.
Os benefícios da prática regular de exercícios físicos são amplamente conhecidos e a luta contra sedentarismo, comprovadamente, traz frutos positivos no que se refere à qualidade de vida e à longevidade.
Quem se exercita vive mais e melhor, quando comparado aos sedentários.
· Mas, é seguro fazer exercícios? Devem ser tomadas algumas precauções antes de iniciar?
Felizmente, as complicações cardiovasculares do tipo infarto do miocárdio e parada cardíaca, em decorrência da prática de atividades físicas, são raras e em grande parte evitáveis. A incidência de morte súbita durante o exercício varia de acordo com a população estudada. Em atletas em idade escolar a ocorrência é de 1 morte para cada 200.000 atletas; em maratonistas é de 1 morte para cada 50.000 corredores e na população adulta em geral é de 1 morte para cada 18.000 indivíduos saudáveis. Na esmagadora maioria das vezes, esse tipo de complicação ocorre em indivíduos já portadores de doenças cardíacas não diagnosticadas, fazendo com que uma triagem prévia ao exercício consiga minimizar o número de complicações.
Para você tirar as suas dúvidas e iniciar os seus exercícios com segurança, a seguir descreveremos duas formas bastante simples para identificação dos potenciais riscos cardiovasculares do exercício:
Um questionário muito simples chamado de PAR-Q foi desenvolvido no Canadá com o objetivo de identificar quem necessita de uma avaliação médica prévia, antes de iniciar um programa de exercícios. Esta sigla é derivada das iniciais em inglês de (P) Physical (A) Activity (R) Readiness (Q) Questionnaire, ou Questionário de Prontidão para Atividade Física. O questionário, a seguir, deve ser respondido apenas como SIM ou NÃO.
1. Alguma vez o seu médico alertou que você é portador de alguma doença cardíaca e que você deve fazer somente atividade física supervisionada?
2. Você sente dor no peito quando faz atividade física?
3. No último mês você teve dor no peito, quando não estava fazendo atividade física?
4.Você apresenta tonturas com freqüência, ou alguma vez já perdeu a consciência? (Apresentou desmaios?)
5. Você é portador de algum problema osteoarticular, que lhe impeça de praticar atividade física?
6. Você sabe de alguma outra razão pela qual você não deveria praticar atividade física?
Se a resposta para todas as perguntas foi NÃO, você poderá iniciar um programa de exercícios físicos de leve a moderados, sem necessitar de avaliação médica.
Caso tenha respondido SIM à alguma dessas perguntas, é aconselhável uma consulta com seu médico, antes de iniciar.
- Principais sinais ou sintomas sugestivos de doença cardiopulmonar:
- Dor ou desconforto no peito, pescoço, queixo, braços ou outras áreas que podem ser de natureza;
- Isquêmicas (ou obstrução nas artérias coronárias);
- Respiração curta em repouso ou com exercício suave;
- Vertigem ou desmaio;
- Falta de ar parado em pé ou quando inicia abruptamente durante o sono;
- Edema de tornozelos;
- Palpitação ou taquicardia;
- Claudicação intermitente (dor progressiva nas pernas durante a caminhada, que alivia com o repouso, mas volta a doer logo que o exercício é reiniciado);
- Sopro no coração;
- Fadiga incomum ou encurtamento da respiração com atividades
Fatores de risco principais para doença arterial coronariana:
- Idade. Homens: 45 anos; mulheres: 55 anos, ou menopausa prematura sem suplementação de estrogênio;
- História familiar. Infarto do miocárdio ou morte súbita antes dos 55 anos do pai ou de outro parente masculino de primeiro grau; ou antes dos 65 anos de idade da mãe ou outro parente de sexo feminino de primeiro grau;
- Fumante habitual;
- Hipertensão arterial;
- Colesterol elevado. Colesterol total maior que 200md/dl ou HDL;
- Diabete melito;
- Vida sedentária.
Baseado nesses sinais e sintomas e na faixa etária, podemos identificar 3 categorias de indivíduos: os aparentemente saudáveis; os que estão em risco aumentado; e os já com doença conhecida. Em relação à idade, classificamos como jovens os homens com menos de 40 anos e as mulheres com menos de 50 anos. Acima dessas faixas etárias, os indivíduos são classificados como idosos:
· Aparentemente Saudáveis:
São aqueles que não apresentam nenhum sinal ou sintoma de doença e referem não mais de 1 fator de risco principal para doença arterial coronariana.
Liberação para o exercício?
Os jovens estão liberados para qualquer intensidade de exercício, sem necessitar de avaliação médica prévia. Os idosos devem passar por avaliação médica, somente, se desejarem praticar atividade física intensa (intensidade de exercício que leve à fadiga em menos de 20 minutos).
· Em risco aumentado:
Apresentam sinais ou sintomas sugestivos de doença, ou dois ou mais fatores de risco principais para doenças arteriais coronarianas.
Liberação para o exercício?
Nesse grupo de risco, a prática de atividade física intensa sempre deverá ser precedida de avaliação médica. No caso de não haver sintomas sugestivos de doença, as intensidades de exercício leve e moderada (intensidade de exercício que permita que a atividade física possa ser realizada, com conforto, por 60 minutos) podem ser liberadas sem necessitar de avaliação médica prévia.
· Com doença conhecida:
Indivíduos com problemas médicos graves conhecidos.
Liberação para o exercício?
Qualquer atividade física deve ser precedida de avaliação médica.
Procure identificar em que nível de risco você se encontra. Caso as suas respostas indiquem que você precisa passar por uma avaliação médica inicial, não deixe de consultar o seu médico. Se você já está liberado para começar, não perca tempo e comece logo a usufruir dos benefícios do exercício, respeitando os seus limites.
Isso, certamente, mudará a sua vida!!!
Exercícios aeróbicos:
O que são?
Exercícios aeróbicos são aqueles que temos condições de suportar por períodos prolongados, sem nos sentirmos desconfortáveis ou fatigados, com predomínio do sistema de produção de energia em que o oxigênio tem participação direta.
À medida que os exercícios se tornam parte da nossa rotina, vamos melhorando nosso condicionamento físico e, também, o nosso organismo passa a utilizar o oxigênio mais precocemente e com mais eficiência.
Fontes de energia:
Nosso organismo possui vários sistemas ou fontes de produção de energia para garantir a atividade muscular.
Num primeiro momento, temos condições de produzir energia muito rapidamente, sem utilização de glicose, gordura ou oxigênio e sem produção de ácido lático, mas por pouco tempo, já que essa fonte se esgota em 20 segundos.
Esse é o sistema ou fonte que nos permite executar movimentos ou exercícios de grande intensidade com pequena duração.
A segunda possibilidade nos fornece energia através da utilização da glicose existente no plasma e no glicogênio (muscular e hepático), ainda sem a participação do oxigênio, mas com produção de ácido lático. O resultado é uma quantidade maior de energia por tempo um pouco maior, até 2 minutos.
Através de sua utilização podemos executar atividades intensas por um tempo também um pouco maior.
A terceira fonte ou sistema utiliza glicose (glicogênio), gordura (ácidos graxos livres) e, em pequena proporção, proteínas. Nesse momento são fundamentais a presença e a utilização do oxigênio para a produção de energia, de uma forma mais lenta que nas anteriores, mas em quantidade e duração muito maiores.
É essa forma de produção de energia que nos permite executar tarefas com grandes grupos musculares por um tempo considerável, sem chegarmos à fadiga.
Cada sistema contribui para a produção de energia em praticamente qualquer tipo de exercício, havendo sempre a predominância de um deles.
Quais são os exercícios aeróbicos?
1. Caminhar;
2. Nadar;
3. Pedalar;
4. Patinar;
5. Dançar;
6. Correr a baixas velocidades (jogging).
São típicos exercícios aeróbicos, em que nossos sistemas cardiovascular e respiratório trabalham harmoniosamente, garantindo um suprimento adequado de oxigênio aos músculos em atividade.
São os exercícios que mais benefícios trazem ao nosso organismo, diminuindo a chance de morte por doenças cardiovasculares e por câncer, melhorando a qualidade e a expectativa de vida.
A Cinesiologia é a ciência que estuda os movimentos humanos.
Através dela podemos perceber e compreender muitas coisas que ocorrem na nossa vida, podendo assim torná-la melhor.
Nossos movimentos são possíveis pela ação muscular. É através da contração dos músculos que o ser humano é capaz de realizar façanhas extraordinárias, como saltar 2,45 metros de altura, pular mais de 8 metros de distância, correr 100 metros em menos de 10 segundos, terminar uma maratona em pouco mais de 2 horas, levantar mais que o próprio peso corporal no halterofilismo, realizar vários giros no ar na ginástica, saltos ornamentais ou no skate. Acariciar alguém, pintar um quadro, dançar uma valsa, também são exemplos desse magnífico controle que temos sobre os músculos. Ações inconscientes, como controlar o fluxo sanguíneo para nossos órgãos, arrepiar os pêlos ao sentir frio, regular o foco da visão, ou simplesmente sorrir são possibilitadas pela ação dos nossos músculos.
Entretanto, esta maravilha que protege órgãos, faz com que possamos nos expressar, dá forma ao corpo, ou coloca pão na mesa do trabalhador, precisa ser exercitada, precisa ser usada com intensidade razoável, sob pena de falir.
Então, devido ao o extremo avanço tecnológico conseguido pelo Homem, nossas vidas tornaram-se muito mais confortáveis, porém essa tecnologia substituiu o duro trabalho dos nossos músculos.
É muito melhor apertar um botão do que descer na chuva para abrir um portão. Quem trocaria sua TV de controle remoto por outra que obriga a pessoa sair de sua confortável poltrona toda vez que quiser trocar de canal?
Só que esta “lei do mínimo esforço” traz inúmeros problemas ao indivíduo.
Devido à insuficiente utilização diária dos músculos do corpo, temos este importantíssimo sistema corporal atrofiando, ou seja, entrando em falência. Quando não são colocados para trabalhar durante muito tempo, enfraquecem tanto que tornam a simples atividade comum de um dia algo cansativo. Ficar em pé, subir lances de escada, apoiar-se numa perna só durante o banho, ou trocar o gás de casa, tornam-se tarefas difíceis.
Por isso, coloque seus músculos para funcionar. Torne sua vida mais ativa e logo verá os benefícios físicos e psicológicos.
Um dia tem 24 horas e, normalmente, utilizamos 8 horas para dormir, 8 horas para trabalhar e 8 horas para as demais atividades. Dificilmente não encontraremos nessas 8 últimas horas citadas um espaço de 30 minutos, 3 vezes por semana para que possamos investir em nós mesmos.
Utilize esse tempo para movimentar-se com uma intensidade maior do que comumente faz. Caminhar ou pedalar uma bicicleta são apenas 2 exemplos das incontáveis atividades que podem deixar você mais ativo do que é hoje.
Movimente-se e seus músculos agradecerão por lembrar deles
Dos exercícios ditos aeróbicos, a caminhada é sem sombra de dúvida a modalidade que reúne o maior número de qualidades. Todas as pessoas que não apresentam limitações físicas importantes podem caminhar. Todos aprendem a caminhar muito cedo na vida, portanto, somos biomecanicamente mais eficientes durante uma caminhada, do que durante qualquer outra atividade física, como a natação, o ciclismo ou o remo, por exemplo. Ela permite ao iniciante começar o seu programa de exercícios com cargas bem leves de trabalho e, com o tempo, ir progredindo lentamente, até atingir a intensidade ideal de treinamento. O custo dessa atividade física é muito baixo e pode ser realizada em praticamente qualquer lugar. Seja na rua, nos parques, na praia, no campo, em pistas atléticas, ginásios, ou na área interna dos grandes centros comerciais, realmente qualquer lugar serve para quem quer dar uma boa caminhada. Como todo exercício aeróbico, é importante que a caminhada se prolongue por pelo menos 20 minutos. Isso é necessário para promover a melhora no condicionamento físico. Isso significa que com o decorrer do treinamento, maiores distâncias passarão a ser percorridas com menos esforço e com mais velocidade. Quando a caminhada dura menos do que 20 minutos, ela também promoverá melhoras na saúde, queimará gorduras e trará bem estar, mas a melhora no condicionamento físico será menor. Para a saúde, é muito melhor caminhar pouco do que não caminhar nada.
Por terem que carregar o seu peso corporal, durante a caminhada os obesos fazem mais esforço do que os magros
. Isso quer dizer que quando um magro está caminhando junto com um obeso, a intensidade do exercício será mais intensa para a pessoa obesa. Muitas vezes, por não conseguirem acompanhar o ritmo de exercício das outras pessoas, os obesos são rotulados como preguiçosos. Na verdade, sempre que uma pessoa com excesso de peso estiver praticando atividades que impliquem em carregar o próprio peso, ela estará sendo mais sobrecarregada do que uma pessoa magra. Daí a importância de individualizar as cargas de exercício, respeitando as particularidades de cada um.
Para um período de caminhada de 20 a 50 minutos programe-se para dispender 10 minutos adicionais, para incluir no início um período de “aquecimento” e ao final um período de “volta à calma”.
1 – Iniciar com 5 minutos de caminhada lenta, como “aquecimento” dos músculos e preparação do sistema cardiovascular;
2 – Passar então para um ritmo de caminhada mais intenso, por 20 a 50 minutos, evitando ficar ofegante, ou seja, você deve poder conversar confortavelmente durante toda a caminhada;
3 – O exercício não deve ser interrompido abruptamente. É muito importante voltar à calma ao final da caminhada. Isto pode ser feito caminhando lentamente por 5 minutos;
4 – Antes e após a caminhada é importante fazer exercícios de alongamento envolvendo, principalmente a musculatura das panturrilhas (“barriga da perna”), posterior das coxas e glúteos;
5 – A freqüência semanal deve ser de 3 a 6 vezes. Pelo menos 1 dia de repouso semanal é indispensável para evitar lesões osteomusculares.
- Objetivos a serem alcançados:
É muito importante que a caminhada se estenda por mais de 20 minutos, mas, não é necessário que a duração exceda 60 minutos. Então, é mais importante para o iniciante, primeiro aumentar o tempo de caminhada, antes de preocupar-se com a velocidade. Depois que você já estiver caminhando confortavelmente, por 40 a 60 minutos, só então deverá aumentar a velocidade da caminhada. Para adultos saudáveis, a velocidade de 6,5 km por hora é excelente em termos de gasto calórico e de condicionamento cardiovascular, podendo ser usada como uma meta a ser atingida. Nunca esquecendo que cada indivíduo tem os seus próprios limites, os quais devem sempre ser respeitados.
Os alongamentos são exercícios voltados para o aumento da flexibilidade muscular, que promovem o estiramento das fibras musculares, fazendo com que elas aumentem o seu comprimento. O principal efeito dos alongamentos é o aumento da flexibilidade, que é a maior amplitude de movimento possível de uma determinada articulação. Quanto mais alongado um músculo, maior será a movimentação da articulação comandada por aquele músculo e, portanto, maior a sua flexibilidade. Os alongamentos conseguem esse resultado por aumentarem a temperatura da musculatura e por produzirem pequenas distensões na camada de tecido conjuntivo que revestem os músculos.
Por que fazer alongamentos?
Tanto uma vida sedentária, como a prática de atividade física regular intensa, em maior ou menor grau, promovem o encurtamento das fibras musculares, com diminuição da flexibilidade
O exemplo mais completo de inatividade gerando perda de flexibilidade muscular é a imobilização de um membro após uma fratura. Por um tempo, ao retirar o gesso, por um período de tempo, ocorre a perda quase completa dos movimentos daquele membro. Quanto à atividade física, esportes de longa duração como corrida, ciclismo, natação, entre outros, fortalecem os músculos, mas diminuem a sua flexibilidade. Nos dois casos, a conseqüência direta desse encurtamento de fibras é a maior propensão para o desenvolvimento de problemas osteomusculares. Provavelmente, a queixa mais freqüente encontrada tanto nos sedentários, como nos atletas, é a perda da flexibilidade provocando dores lombares, por encurtamento da musculatura das costas e posterior das coxas, associado à uma musculatura abdominal fraca. Com a prática regular de alongamentos os músculos passam a suportar melhor as tensões diárias e dos esportes, prevenindo o desenvolvimento de lesões musculares.
Quando alongar?
É importante alongar adequadamente a musculatura logo antes de iniciar uma atividade física. Isso prepara os músculos para as exigências que virão a seguir, protegendo e melhorando o desempenho muscular. Além disso, como não é raro que a prática de exercícios provoque dores musculares 24 horas após o seu término, alongar-se imediatamente após o exercício reduz o aparecimento da Dor Muscular Tardia. Pela sua facilidade de execução, a maioria dos alongamentos podem também ser feitos, praticamente, a qualquer hora. Ao despertar pela manhã, no trabalho, durante viagens prolongadas, no ônibus, em qualquer lugar. Sempre que for identificada alguma tensão muscular, prontamente algum tipo de alongamento pode ser empregado para trazer bem estar.
Como alongar
Antes de mais nada, é importante aprender a forma correta de executar os alongamentos, para aumentar os resultados e evitar lesões desnecessárias. Inicie o alongamento até sentir certa tensão no músculo e então relaxe um pouco, sustentando por 30 segundos, voltando novamente à posição inicial de relaxamento. Os movimentos devem ser sempre lentos e suaves. O mesmo alongamento pode ser repetido, buscando alongar um pouco mais o músculo, evitando sentir dor. Para aumentar o resultado, após cada alongamento, o músculo pode ser contraído por alguns segundos, voltando a ser alongado novamente. É a técnica chamada de “alonga – contrai – alonga”. De uma forma geral, sempre devem ser preferidos os alongamentos estáticos, em detrimento dos dinâmicos, que são o resultado de movimentos amplos e bruscos dos músculos. Ao contrário dos alongamentos estáticos, os dinâmicos, ou também chamados de alongamentos.