Para muitos casais a caminho da terceira idade, ou já instalados nela, a chegada da pílula da impotência pode significar a volta à animada vida amorosa da juventude. Uma maravilha, certo? Não necessariamente. Nos Estados Unidos, onde o debate sobre o Viagra está entrando em patamares avançados (exemplo: a Previdência Social deve

pagar o tratamento?), mulheres que já passaram dos 50 e se acomodaram a relações

infreqüentes com maridos da mesma faixa de idade estão preocupadas com o efeito do Viagra sobre sua vida conjugal. “Aos 55 anos, não tenho mais a mesma disposição”, comentou Ruth Prudhon, em entrevista ao jornal Washington Post. “No fim do dia, estou cansada e quero dormir. Essa pílula pode me trazer problemas.” Médicos e psicólogos acham que esse tipo de preocupação tem fundamento. “Com o passar do tempo, novos fatores psicológicos vão surgir nas relações dos pacientes em tratamento”, prevê o médico Myron Murdock, diretor do Instituto de Impotência dos Estados Unidos.

 

A professora brasileira Ilcéa Quintanilha, 68 anos, e o atual marido Rinaldo Gouvêa, 81,

juntos há oito, estão no grupo dos que não pretendem comprar o Viagra para injetar ânimo novo no quarto do casal. Até três anos atrás, quando Rinaldo fez uma cirurgia de próstata, o casal garante que mantinha o impressionante desempenho de pelo menos três relações por semana. “Hoje não tenho mais a mesma desenvoltura”, diz ele. Mas Ilcéa está satisfeita com o ritmo lento do sexo, acompanhado por outras demonstrações de afeto. “Toda manhã eu a acordo com carícias e beijos”, conta Rinaldo. “Enquanto a cabeça está boa, a sexualidade funciona e pode ser explorada em todos os sentidos”, ensina Ilcéa, que conheceu o marido num baile para idosos.

 

Fundo do baú — O meio-termo encontrado por Rinaldo e Ilcéa, no entanto, é uma raridade. Depois que a rotina de avós se instala no dia-a-dia dos casais, a tendência é inventar milhares de desculpas para deixar a sexualidade fenecer no fundo do baú. Uma pesquisa, realizada pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Uerj, mostra que, como se não bastassem os desencontros da juventude, homens e mulheres também têm dificuldade em entrar em sintonia depois dos 60. Feita em Copacabana — bairro que, de acordo com o censo do IBGE, tem a maior concentração de idosos do Rio de Janeiro –, a pesquisa é um retrato de uma realidade do mundo todo. Nos Estados Unidos, estudos realizados principalmente na década de 80 detectaram que 75% da população de cabelos brancos tem uma relação sexual a cada mês, se tanto.

 

No Brasil, o exercício da sexualidade na terceira idade também é claudicante.

Dos 300 idosos entrevistados na pesquisa, 75% não fazem mais sexo com parceiros,

embora a imensa maioria, 90%, afirme que o desejo não morreu e 80% pratiquem a

masturbação. “A sexualidade não acaba. O que acontece é que algumas pessoas optam por esquecê-la”, analisa o psicólogo Arnaldo Risman, coordenador da pesquisa da Uerj. o ritmo mais lento da vida na terceira idade, homens e mulheres colocam o desejo em um estado de latência por motivos diferentes. As mulheres reclamam da falta de parceiro;

os homens abrem mão do sexo por dificuldade de ereção. “Eles não se encontram. As mulheres ainda esperam um companheiro, mas os homens têm vergonha de não ser tão potentes como antes”, diz Risman.

 

Lembra do abismo digital entre as gerações? Ele acabou. Os idosos estão invadindo a internet

“É como se estivéssemos em volta de uma mesa de chá.” Com essa frase, a dona de casa curitibana Ruth Jensen, de 73 anos, define um de seus grandes hobbies: passar horas na frente do computador trocando mensagens com amigos virtuais. Ruth não é a única nessa faixa etária que se rendeu aos encantos da internet. De acordo com o Ibope, mais de 1 milhão de internautas brasileiros têm mais de 55 anos. Isso equivale a 8,36% do total de pessoas que acessam a rede no país. E o número de horas que eles passam diante da telinha também surpreende. Em 2004, os aposentados usaram a internet durante quase 30 horas mensais, superando os jovens abaixo de 16 anos, tidos como os maiores aficionados da web.

A tendência é mundial. Nos Estados Unidos, 90% dos idosos acessam regularmente a internet. Na Argentina, é comum ver grisalhos disputar computadores com jovens nas lan houses. O fenômeno contraria a idéia de que há um fosso digital entre gerações. “Estamos assistindo a um estreitamento do abismo digital. Em breve, ele poderá deixar de existir”, afirma Douglas McConatha, gerontólogo da Universidade West Chester, da Pensilvânia, nos Estados Unidos.

As causas desse aumento do interesse pela internet são variadas. “Por meio da rede, os idosos podem manter um contato maior com amigos e familiares, buscar informações, pagar contas ou conversar até as 3 horas da manhã”, diz o presidente da seção paulista da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Julio Cesar Moriguti. “Isso não seria possível se eles tivessem de ir à biblioteca, ao banco ou a um clube, por causa de limitações motoras e da necessidade de acompanhantes e transporte específico.”

“Ela vai ser uma internauta quando crescer. E isso vai nos aproximar”, Misael Elias Gimael, aposentado de 65 anos

De acordo com o neurogeriatra americano Shane Bush, a rede também estimula a memória e as atividades intelectuais e cognitivas. “O uso da internet por idosos está associado à diminuição da solidão e da depressão, porque ela permite criar comunidades de amigos”, diz ele. “Isso seria capaz de reduzir o desenvolvimento de doenças da memória, como o mal de Alzheimer.” Num país como o Brasil, que, em 2020, terá a sexta maior população de idosos do mundo, a internet pode se tornar um recurso inestimável. “A tecnologia não pode substituir as atividades físicas, mas está disponível e os idosos devem e vão usá-la como forma de complementar e melhorar sua vida”, diz Moriguti.

O aposentado paulista Misael Elias Gimael, de 65 anos, conhece as facilidades que a internet proporciona. “Desde que comecei a usar a rede, já montei cadernos inteiros de pesquisas sobre vinho e azeite”, diz Gimael. Ele navega pela web durante duas horas por dia em companhia da neta Maria Eduarda, de 18 meses. “Ela com certeza será uma internauta. Ficaremos mais próximos por causa disso”, afirma.

A MATURIDADE NA INTERNET
Os números revelam qual é a nova geração conectada
1.028.000 internautas brasileiros têm mais de 55 anos. É o equivalente a 8,36% dos que usam a web no país
A média mensal de navegação dos aposentados alcançou 29 horas e 45 minutos. É mais que a média de jovens abaixo de 16 anos
Em um ano, o tempo que os idosos passam na internet aumentou 48%. Foi o maior crescimento por faixa etária

 

AVANÇOS DO CÉREBRO

O cérebro funciona organizando circuitos neuronais. Quando nasce, o ser humano tem 200 bilhões de neurônios. O fantástico não são eles, mas a capacidade que têm de se ligar uns aos outros. Chama-se a isso de plasticidade cerebral. É graças a esse mecanismo que nós aprendemos a falar, a fazer tudo na vida. Os neurônios vão fazendo ligações entre si, chamadas de sinapses. Na adolescência, o organismo promove uma limpeza nelas. Elimina as anteriores e forma novas. Esse fenômeno, descoberto há apenas seis anos, é chamado de poda. As sinapses começam a ser literalmente podadas para que surjam novas ligações. Tudo que surge no cérebro nesse momento a pessoa leva para o resto da vida. Hoje é consensual a idéia de que o cérebro é um órgão com enorme capacidade de adaptação e expansão. Mais trabalhado, ele desenvolve mais ligações entre neurônios. Pessoas cujo cérebro tem mais sinapses raciocinam mais rápido e resolvem problemas de modo mais eficaz. Pará desenvolver uma teia mais  complexa não basta o trabalho exaustivo sobre livros e computadores. Estão recomendadas também conversas, passeios, viagens. Cultivar amizades e promover brincadeiras são práticas importantes. Então, mãos à obra. O trabalho que se exige para o desenvolvimento da inteligência não é assim tão enfadonho.                          

                       

Atividades que estimulam usar o cérebro todo

 

Reunimos uma série de atividades que poderão facilmente ser incrementada no dia-a-dia das pessoas e estimular, de forma efetiva, o uso integral dos dois hemisférios cerebrais.

 

01-Mesmo sem ser frade ou freira: mude seus hábitos. Seu hemisfério direito agradece. Passe o relógio para o pulso direito com o mostrador de cabeça para baixo.

02-Vá pela contra-mão. Passe a usar a outra. Se destro use a esquerda e vice-versa. Escove os dentes, faça anotações, use o mouse do computador, coma com a outra mão.

03-Busque novas fontes de aprendizagem. Se lê livros, revistas e jornais, procure ouvir rádio ou assistir palestras. Se é tv-maníaco vá para a Internet.

04-Varie o seu material de leitura. Se gosta de romances de ficção passe a ler jornais populares. Dê uma olhada em revistas científicas e leia um assunto estranho ao seu dia-a-dia.

05-Vá ao jornaleiro e compre uma revistinha de palavras cruzadas. Divirta-se. Use um dicionário de sinônimos. No próximo jantar em família proponha um joguinho diferente. Cada um fala na sua vez: marcas de automóveis; Antônios famosos; pequenas coisas brancas; animais com chifres; instrumentos musicais de sopro; mulheres famosas na política; etc

06-Memorize um poema ou a letra de uma música (sem cantar); Comece com trechos pequenos e vá aumentando gradativamente.

07-Consiga um mapa topográfico de um lugar conhecido, um guia da cidade. Enquanto observa os contornos no papel, imagine os lugares como são na realidade.

08-Selecione uma música com solo instrumental. Flauta doce, harpa, clarinete, flauta de Pan, cravo etc. Ouça-a com atenção procurando identificar a presença do instrumento. Depois aprenda tudo o que puder sobre esse instrumento.

09-Ouça um novo tipo de música que não seja do seu costume. Ária de ópera, Canto Gregoriano, New Age, Blues, Música de outros povos. Pesquise e procure entender seu conteúdo.

10-Faça contas mentalmente. Deixe a calculadora no bolso para usa-la eventualmente. Faça de cabeça as contas do supermercado ou o saldo de seu talão de cheques. Some os números de telefones. Separe o milhar das placas dos carros na sua frente em duas dezenas. Exemplo LAL 3875,  38 e 75. Some ou subtraia as dezenas de cabeça.

11-Retire um filme em sua locadora que nunca tenha visto. Convide amigos para esse exercício. Exiba os primeiros 15 minutos sem som. Tente descobrir o enredo da história e a personalidade dos personagens.

12-Que tal uma sessão de caretas? No espelho do banheiro faça expressões faciais de: medo; alegria; raiva; desconfiança; surpresa etc. Se alguém entrar diga que enlouqueceu…

13-Reconstitua mentalmente uma conversa que tenha participado 24 horas antes. Anote quem disse o quê. Ligue para a pessoa e tente reconstituir o que cada um disse.

14-Pratique leitura de cabeça para baixo. Pegue o jornal, uma revista ou mesmo a página de um livro e leia-o de cabeça para baixo. Comece pela direita em baixo e leia da direita para esquerda.

15-Quando estiver quase dormindo escolha uma das residências em que morou e tente reconstruir mentalmente cômodos, vizinhos, comércio local e fatos interessantes daquela época.

16-Quando intuir sobre alguma coisa anote na sua agenda. Confira depois o seu poder de intuição.

17-Quando estiver na piscina abra seus braços e gire o seu corpo. Pare quando começar a sentir tonteira. Gire então no outro sentido. Reaprenda a pular corda. Jogar bilboquê.

18-Pratique uma atividade que exija coordenação motora. Dança de salão, jogar tênis de mesa, costurar ou bordar.

19-Da próxima vez que um aparelho enguiçar, (bica da cozinha, descarga da privada, relógio, ferro elétrico, cadeado, um brinquedo do filho, enceradeira) antes de mandar ao técnico desmonte e procure identificar o defeito. Tente consertar.

20-Tente fazer malabarismo, por exemplo, com três bolas de tênis. Aprenda a dar aqueles nós náuticos em que os marinheiros são especialistas.

21-Aumente o tempo que consegue ficar em baixo d’água sem respirar. Inicie colocando a cara dentro d’água e soltando o ar pelo nariz para fazer borbulhas. Mergulhe de um lado da piscina e nade a maior distância possível em baixo d’água.

22-Caminhe de costas e de lado. Cuidado com o trânsito, pessoas e buracos. Faça isso inicialmente numa piscina.

23-Alongue aqueles músculos que normalmente você pouco utiliza como dedos dos pés, parte baixa das costas.

24-Habitue-se a meditar pelo menos 15 minutos por dia.

                                                          

O avanço das pesquisas no campo da medicina preventiva ganha a cada momento novos e poderosos aliados contra os estragos do tempo e acenam para que, num futuro bem próximo, transplantes relativamente simples possam fazer desaparecer da rotina dos idosos doenças graves como Mal de Alzheimer, Parkinson, Diabetes e muitas outras. É o que explica o endocrinologista César de Souza Lima Colaneri.

 

 Depois que a medicina descobriu que o envelhecimento é causado pela perda hormonal e não que a perda hormonal é causada pelo envelhecimento, tudo ficou mais fácil. Pelo menos é o que acredita o médico endocrinologista, especializado na medicina Antienvelhecimento e na Terapêutica Gênica e Celular em Idosos, Dr. César de Souza Lima Colaneri. Ele explica que as pesquisas nesta área têm alcançado resultados surpreendentes e que os especialistas estão conseguindo aumentar a longevidade em até 120 anos, prevenindo as doenças do envelhecimento.

Por isso, anime-se! O assunto aqui é melhor idade com saúde e muita disposição para fazer o que bem entender da vida.

Considerando que a velhice é hoje uma doença tratável, Dr. César garante que não há mistérios no tratamento antienvelhecimento. “A técnica é fácil, é só manter os hormônios e o metabolismo no nível de quando a pessoa tinha 40 anos de idade”, afirma, citando a reposição hormonal como uma das principais armas para manter a saúde na Terceira Idade, sem as ameaças da osteoporose, da flacidez, da hipertensão arterial, do diabetes, dos distúrbios da tireóide ou do Alzheimer, entre outros males, característicos da fase da vida em que a produção dos hormônios, essenciais para o bom funcionamento do organismo já não é a mesma. Segundo ele, hoje “conseguimos manter a nossa idade biológica mais jovem, as custas de reposição hormonal e correções do metabolismo mineral. Isso é a Medicina Antienvelhecimento”.

Células-tronco – uma janela para a imortalidade

Mas o melhor está chegando de uma forma definitiva. Trata-se dos transplantes de Células-tronco, que possibilitam refazer ou renovar o tecido ou órgão lesado, sem risco para o paciente, proporcionando a recuperação integral das funções do corpo. “Abriu-se uma janela quase que para a imortalidade”, garante Dr. César, dando como exemplo os casos de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) e Coronarianos (Enfartos), quando a célula tronco do próprio paciente refaz a vascularização perdida em apenas 24 ou 46 horas, com o paciente recebendo alta, sem qualquer seqüela. Ele também informa que alguns hospitais em São Paulo já conseguem reparar o pâncreas, formando novas células produtoras de insulina, diferentes daquelas destruídas pelos anticorpos do Diabetes do Tipo 1. O que significa dizer que para muitos pacientes com este tipo de diabetes a recuperação da qualidade de vida já é uma realidade. Coisa que a bem pouco tempo, sequer se poderia sonhar.

O que são as Células-tronco

O endocrinologista e especialista em medicina antienvelhecimento explica que as células-tronco são células mais primitivas de origem embrionária capazes de gerar potencialmente qualquer tecido do corpo humano. Atualmente apenas as do próprio paciente – chamadas células-tronco autólogas ou do cordão umbilical – são utilizadas, já que as células embrionárias ainda esperam por legislação própria para serem realmente liberadas para fins de pesquisas no Brasil. De qualquer forma, ele explica que a técnica consiste “primeiro na prevenção das doenças do envelhecimento e o armazenamento das células tronco retiradas do próprio paciente e estocadas em condições específicas – em temperatura a 192 graus negativos até por 30 anos – para garantir sua integridade físico-química e biológica. Caso neste período o idoso sofra de alguma doença ou acidente, imediatamente essas células são descongeladas e injetadas no local da lesão, fazendo a reparação do dano”.

Reposição de órgãos será possível

Bastante animado com os resultados da medicina antienvelhecimento, Dr. César lembra que desde a década de 60 os especialistas já sabem que alguns tecidos de um organismo adulto se regeneram constantemente, como a pele, as paredes do intestino e, principalmente o sangue, que tem células sendo destruídas e renovadas durante todo o tempo. “A renovação do sangue é tão intensa que diariamente entram em circulação cerca de 8 mil novas células sangüíneas. É assombroso que o organismo consiga controlar um processo proliferativo tão exuberante, impedindo, em circunstâncias normais, que o número de células produzidas exceda o necessário e que as células liberadas na circulação estejam no estágio correto de diferenciação”, enfatiza.

Explica, no entanto, que é relativamente recente a constatação de que além destes tecidos, outros órgãos como fígado, pâncreas, músculos esqueléticos, tecido adiposo e sistema nervoso também tenham um estoque de células tronco e uma capacidade de regeneração após lesões. “Mais recente ainda é a idéia de que essas células-tronco ‘adultas’ não são apenas multipotentes, ou seja, capazes de gerar os tipos celulares que compõem o tecido ou órgão específico onde estão situadas, mas também pluripotentes, isto é, podem gerar células de outros órgãos e tecidos”, diz o especialista, observando, porém, que estes estudos estão ainda em fase inicial, mas que com a melhoria das pesquisas “já poderemos prever para curto espaço de tempo que caso algum idoso perca seu rim ou seu pulmão, rapidamente teremos condições de produzir um órgão novo”.

Sem doenças no futuro é a promessa

Também especialista em Terapêutica Gênica e Celular em Idosos o médico lista doenças como Mal de Alzheimer e Mal de Parkinson, doenças pulmonares obstrutivas crônicas, degenerativas em geral, diabetes 1, acidentes vasculares cerebral e coronariano, traumas da medula óssea e cerebral, lesões oftálmicas tipo degeneração macular e outras, câncer, cirrose hepática, pancreatite crônica, além de doenças infantis congênitas e muitas outras, como males que poderão ser abolidos num futuro próximo da rotina de pacientes idosos ou não, a partir do advento dos transplantes de células-troco. Mas ele também adverte que as células-troco autólogas não curam as doenças, porque não corrigem as causas, sejam elas infecciosa, ambiental ou genética. “Elas permitem que se regenerem os órgãos afetados, mas se a causa não for removida, o órgão será novamente lesado”, explica.

Segundo o Dr. César o futuro saudável está exatamente na composição entre os benefícios dos transplantes de células-troco e da medicina antienvelhecimento. “No caso das doenças genéticas há necessidade da manipulação genética das células-troco do indivíduo para corrigir o defeito genético antes de injetá-las no paciente. Mas se a doença for de causa infecciosa ou ambiental, é preciso que além da terapia celular se remova o agente infeccioso ou ambiental causador da doença”, conclui.

 

” Se você acha que está velho demais para fazer o que gosta, esqueça.

É nessa época que muita gente redescobre as coisas boas da vida.”

 

 

A aposentadoria já chegou, os filhos se encaminharam na vida, mas ao contrário do que muitos idosos pensam, ainda há muito a fazer. Chegou a hora de aprender, colecionar coisas interessantes ou dar uma de artista, o importante é fazer o que se gosta para ocupar a mente e se sentir bem.

 

Mas nem todo mundo pensa assim. Muitas pessoas, quando chegam na terceira idade, se sentem perdidas e até inúteis, porque acreditam que já cumpriram as suas obrigações e não há mais nada a fazer. “A mulher não precisa mias cuidar dos filhos, o homem não é mais o responsável pelo sustento da família. As pessoas passam a vida em função de um determinado objetivo e, quando ele é alcançado, elas passam a acreditar que não são mais produtivas”  afirma a psicóloga Olga Inês Tessari, especialista em terceira idade.

 

Para a psicóloga, é muito comum o idoso perder a agilidade nos movimentos e a clareza do raciocínio. “Como a família tem suas próprias obrigações, ela passa a não dar mais ao idoso a mesma atenção que dava antes. É quando ele  começa a perceber que está num plano secundário”, diz Olga. Ela alerta ainda que esse sentimento muitas vezes causa depressão, pois algumas pessoas não aceitam muito bem o processo de envelhecimento e frisa a importância de se procurar ajuda psicológica nesses casos.

 

“O lazer, a distração, o bem estar são fundamentais para todos, independente da idade”, afirma Olga. “Mas, no caso do idoso, ter um hobby, participar de passeios, reuniões culturais e manter contato com pessoas de sua faixa etária é extremamente importante, pois ajuda a elevar a sua auto estima e fazer com que ele se sinta integrado à sociedade”.

 

Longe Dela

Existe um momento em que temos de deixar o que mais amamos…

 

Estrelado pela veterana Julie Christie (vencedora do Oscar 1966, por ”Darling – A que amou demais”), “Longe Dela” marca o primeiro trabalho da atriz Sarah Polley (“O Doce Amanhã”, “A vida secreta das palavras”) como diretora e roteirista de longas-metragens.A estória mostra Fiona (Julie Christie) e Grant (Gordon Pinsent), casados há mais de 40 anos e vivendo um sólido relacionamento. A rotina do casal se transforma quando ela começa a apresentar perda de memória, sintomas da Doença de Alzheimer, e agrava-se no dia em que Grant a encontra perdida, vagando a esmo pela cidade.

O incidente é o estopim para a difícil decisão, tomada por ambos, de ela se internar em uma casa de saúde para pacientes de doenças degenerativas. Quando Grant tenta voltar atrás já não é possível demovê-la da idéia.

 

 

Pela primeira vez em 44 anos o casal se vê forçado a ficar separado por um longo intervalo de tempo, uma vez que a instituição não permite visitas nos primeiros 30 dias de internação, com o objetivo de acelerar a adaptação dos pacientes ao novo ambiente.Terminado o período de afastamento, Grant fica desolado ao perceber que sua esposa não o reconhece mais. Sua solidão aumenta quando se dá conta de que Fiona está apaixonada por Aubrey (Michael Murphy), um paciente do asilo que se encontra em estágio avançado da doença.

Quando Aubrey é retirado subitamente da instituição por sua esposa Marian (Olympia Dukakis), Fiona entra em depressão profunda. A distância que separa Grant e Fiona parece intransponível, mas o seu amor incondicional o levará a fazer o que for preciso para vê-la feliz novamente.

O filme venceu o Globo de Ouro 2008 de Melhor Atriz (Julie Christie) e recebeu duas indicações ao Oscar, de Atriz e Roteiro Adaptado, este, baseado no conto “The Bear Came Over the Mountain”, de Alice Munro.

 

Vale a pena recordar:
A atriz Julie Christie foi a protagonista, ao lado de Omar Shariff, de “Doutor Jivago“, filme de 1965, dirigido por David Lean e ganhador de cinco Oscars, incluindo o de melhor filme, diretor e música, composta por Maurice Jarre. 

Serviço:
Longe dela

Away from Her“, Canadá, 2006, 110′, Cor
Gênero: Drama, Romance
Direção: Sarah Polley
Com: Julie Christie, Gordon Pinsent, Olympia Dukakis e Stacey LaBerge
Distribuidora: Moviemobz
Nos cinemas

 

Evento direcionado ao público idoso resgata a vaidade da mulher madura

Além de desfiles de moda, o evento traz aulas de artesanato e culinária,
atividades físicas e plaestras sobre saúde e nutrição

Cardigan de tricô ou crochê. Camisa de colarinho bordado. Saia marrom até a canela. Meião com chinelo. E uma manta bem quentinha sobre os ombros. É difícil não imaginar estes itens – tão tristes – compondo o visual da mulher madura quando se fala em moda inverno para a terceira idade. Tentando acabar com a poeira que ainda paira sobre o guarda-roupa de muitas vovós, começou nesta quinta a 3ª edição do Salão da Maturidade, no Centro de Eventos São Luís, voltado exclusivamente ao consumidor idoso.

“A mulher madura também quer se sentir bonita e na moda”, atesta Susi Guedes, consultora de moda e organizadora do evento. “A idade só requer alguns detalhes, como uma modelagem mais adequada. Mas nada de conjunto marrom!.Desfiles realizados ao longo da feira mostram que o look Dona Benta pode, sim, ser exorcizado dos trajes de festa, de passeio e do dia-a-dia. Na passarela, desfilam apenas modelos maduras, da agência Plenitude Models, especializada em talentos da terceira idade.

O evento ainda apresenta uma linha de lingeries especiais para as idosas, lançada pela marca Morisco. ´Calçola´ bege? Longe disso. Sutiãs e calcinhas com renda, bojo e cristal Swarovski compõem a coleção. A Morisco também leva ao Centro de Eventos São Luís uma mostra que retrata os 75 anos da moda íntima no Brasil.

Cerca de 50 expositores – de diversos setores – participam da feira. “Não é apenas um monte de estandes expondo os seus produtos. A gente preparou uma grande festa”, avisa Susi. “Além dos desfiles, há aulas de artesanato e de culinária, atividades físicas e palestras sobre saúde e nutrição. Uma cartilha com dicas de moradia segura para os idosos também é distribuída aos visitantes”, detalha.

 

                   

Não sei como você gosta de ser chamado. Velho, idoso, da terceira idade, de idade, da melhor idade etc. A variedade de nomes é muito grande e cai de moda muito rápido. Mas nada disso importa, o melhor é “capitalizar” tudo o que já viveu e colocar a sua experiência a seu serviço, seja você velho ou idoso. O importante é perceber que na vida tudo é construído, e isso fica muito mais claro depois dos 60 anos de idade, quando, em diversas situações, surge  a sensação de “eu já vi esse filme”.

Pois é, nesta fase da vida, como em outras, há maneiras de mudar, de imprimir novo ritmo ou mesmo dar uma guinada de 180 graus, caso você esteja incomodado. Cada etapa da vida é permeada por limitações específicas, seja em favor dos filhos, do trabalho ou até pela falta de dinheiro. Pode ser que agora você tenha limitações físicas ou uma doença que dificulte determinadas atividades e das quais você lamenta e se arrepende amargamente por não ter se cuidado antes. Bobagem, ainda que você não tenha sido prevenido, é possível optar por viver o melhor, desde que essa decisão seja acompanhada pela determinação de tomar conta da própria vida. Pode parecer engraçado, mas talvez você jamais tenha tido a oportunidade de ser tão dono do próprio nariz.

Lembre-se que, atualmente, a ciência e a tecnologia são fortes aliadas do envelhecimento com qualidade. Medicamentos, vacinas, cura e prevenção de doenças são alguns benefícios proporcionados pelo desenvolvimento científico, que prolongam a vida e aumentam o bem estar do ser humano. Mas isso não basta. A busca por uma velhice digna e feliz é uma decisão, é o diferencial que cada um imprime na direção da própria vida e faz com que ela valha a pena.

 

 

 

 

 

·         Expectativa de Vida x Boa Forma:

Boas notícias para aqueles que já passaram dos 60 anos!

A expectativa de vida está aumentando em todo o mundo, e já existem provas de que o ser humano pode viver até os 120 anos de idade. Mas, sem dúvida nenhuma, o importante é que se chegue lá com boa qualidade de vida. Muito importante, também, é a forma como chegamos aos sessenta, como cuidamos do nosso corpo até então.

Exercícios regulares, realizados periodicamente e bem orientados, nos ajudam a manter uma boa qualidade de vida, diminuindo a chance de morte por problemas cardiovasculares e por outras patologias, também. Ajudam-nos a manter a auto-estima e o bem-estar físico e mental, garantindo uma vida mais feliz e produtiva. Aumentam e mantêm a resistência e a força muscular para atividades comuns do dia-a-dia, quando o processo natural, com o passar dos anos, seria a sua diminuição ou perda.

·         Exercícios x Metabolismo:

A partir dos 40 anos, geralmente, nosso metabolismo começa a declinar, havendo uma tendência à perda de massa óssea (osteoporose) e ao aumento de gordura corporal. Através de um programa de exercício mantemos boa porcentagem de gordura corporal, combatendo a obesidade e evitando, ou retardando, o surgimento do diabetes da maturidade (ou tipo II). Exercícios adequados possibilitam a redução da perda da massa óssea e, em alguns casos, a recuperação da mesma, com menor risco de sintomas ou fraturas. Os músculos e ossos voltam a ser fortes, eliminando os riscos de quedas fáceis e de fraturas de fêmur e de quadril, tão temidas após os sessenta anos.

Portadores de patologias as mais variadas, não só do sistema cardiovascular, beneficiam-se da prática regular de exercícios físicos, podendo haver, até, redução no uso de medicamentos. Exemplos disso são:

1.      Alguns hipertensos, que diminuem, ou suspendem, o uso de algumas drogas;

2.      A depressão é menos freqüente e menos intensa naqueles que praticam atividade física regular, principalmente quando em grupo de pessoas com idade, ou patologias, semelhantes, onde ocorre uma intensa socialização e o surgimento de novos interesses e amizades.

·         Avaliação Clínica:

Mas, não devemos esquecer um aspecto muito importante: avaliação médica com clínico, cardiologista ou especialista em medicina do esporte/exercício, antes de iniciar um programa de condicionamento ou reabilitação. Se necessário, exames serão solicitados e, somente então, seu médico e você decidirão sobre um programa de exercícios a ser seguido.

·         Algumas dicas úteis, que servem para qualquer idade:

 1.      Escolha o seu horário, aquele em que você se sente melhor fazendo exercícios; aquele que melhor se encaixa no seu ritmo de vida, hora de acordar, dormir, comer, de tomar medicação, etc., não esquecendo de evitar as horas mais quentes do dia;

2.      Inicie devagar, aumentando a intensidade gradualmente; não faça muito, muito cedo, principalmente se você estava inativo ultimamente; você pode iniciar fazendo pequenos períodos de exercício 2 a 3 vezes durante o dia, até seu condicionamento melhorar e conseguir fazê-lo sem interrupção;  

  1. Realizar exercícios aeróbicos, aqueles que podemos manter por, pelo menos, vinte minutos sem ficarmos ofegantes ou fatigados;
  2. Natação, hidroginástica, caminhar (ruas, praças, esteira rolante), pedalar em locais seguros, ou bicicletas estacionárias, são bons exemplos;
  3. Escolha um lugar aprazível, que lhe traga o máximo possível de satisfação e segurança e o mínimo de poluição de qualquer natureza;
  4. Se tiver companhia, procure manter um bom astral e conversa sobre assuntos agradáveis;
  5. Pratique seus exercícios entre 3 e 5 vezes por semana, por, no mínimo, 20 minutos;
  6. Hidrate-se bem, antes, durante e depois, usando roupas e calçados apropriados para o local e horário escolhidos;
  7. Alongue-se, antes e depois de sua seção de exercícios; se o clima estiver frio, faça primeiro um aquecimento leve para então alongar-se, evitando, assim, lesões musculares.
  • Exercício e Prevenção de Doenças Cardiovasculares:

A inatividade é uma característica das sociedades modernas, em que o progresso e a tecnologia afastaram a necessidade da atividade física, antes fundamental para a sobrevivência do ser humano. A associação entre o sedentarismo e a ocorrência de doenças cardiovasculares já foi estabelecida há quase 5 décadas, tendo sido demonstrada uma clara relação de dose e efeito entre a prática de atividades físicas e a ocorrência de eventos coronarianos fatais e não-fatais (ex.: infarto do miocárdio, angina do peito, morte súbita, etc.). O tipo de atividade física parece ter pouca relevância na obtenção desse efeito, importando mais o gasto calórico dispendido. Á medida que aumenta o gasto calórico, diminui progressivamente o risco de um problema cardiovascular. Um gasto calórico superior a 2000 kcal por semana através de exercícios parece não adicionar nenhum benefício na prevenção de coronariopatias. A proteção do exercício se manifesta somente naqueles que estão se exercitando regularmente. O fato de o indivíduo ter sido um grande atleta no passado não confere proteção caso ele tenha voltado a ser sedentário. Ou seja, “exercício não é vacina”, que é feita uma vez na vida e a proteção dura para sempre. A chave é manter-se sempre em atividade. As razões exatas para o efeito protetor do exercício regular não são ainda totalmente compreendidas, mas, com certeza, o efeito sobre alguns dos fatores de risco tradicionais é parte importante dessa proteção.

·         Fatores de Risco para Doença Cardiovascular:

Os fatores de risco para doença cardiovascular são os principais responsáveis pelo desenvolvimento das placas de aterosclerose, que entopem as artérias. Dentre os fatores de risco tradicionais, o exercício regular é capaz de influenciar positivamente o perfil lipídico, a obesidade, a resistência à insulina e a hipertensão arterial.

Em relação ao perfil lipídico, ele promove o aumento das lipoproteínas de alta densidade, consideradas como sendo o “bom colesterol” (HDL – colesterol), que é capaz de retirar a gordura que se deposita no interior das artérias, gerando as placas de aterosclerose. Ele diminui os níveis de triglicerídios e o efeito deletério das lipoproteínas de baixa densidade, também chamadas de “mau colesterol” (LDL – colesterol), responsáveis pelo depósito de gordura dentro das artérias. Parte do efeito obtido pelo exercício passa pelo controle da obesidade. Os indivíduos que aderem a um programa de exercícios, além de gastarem mais calorias, eles demonstram maior capacidade em seguir uma dieta alimentar, facilitando a perda de peso. Nos adultos, o desenvolvimento de Diabete Melito ocorre pela resistência ao efeito da insulina e não pela falta dela. A insulina disponível, em quantidade suficiente, não consegue fazer com que a glicose (açúcar) penetre nas células e possa ser metabolizada. O exercício diminui essa resistência à ação da insulina, facilitando a entrada da glicose na célula e retardando o aparecimento do quadro de Diabete Melito. Nos indivíduos que apresentam aumento sustentado da pressão arterial e começam a exercitar-se, observa-se discreta redução dos níveis pressóricos, que, em alguns casos, permite a redução, ou mesmo a suspensão da medicação anti-hipertensiva.

·         Arritmias Cardíacas:

A ocorrência de descompassos no ritmo cardíaco, conhecidos como arritmias cardíacas, podem ser, tanto destituídos de qualquer significado clínico, como, em casos especiais, podem representar uma ameaça à vida. Um dos fatores responsáveis pela ocorrência dessas arritmias é a liberação de grandes quantidades de adrenalina durante momentos de grande tensão emocional ou durante exercício físico intenso e abrupto. O treinamento físico diminui a quantidade de adrenalina que é liberada durante situações críticas, reduzindo o impacto sobre o coração. Um sedentário tem 100 vezes mais risco de ter uma parada cardíaca durante um exercício intenso e abrupto, ao qual ele não esteja habituado. Já um indivíduo bem condicionado fisicamente apresenta um risco apenas 2,5 vezes maior.

·         Risco de Trombose:

O mecanismo principal de vários eventos cardiovasculares é a formação de um trombo dentro das artérias, provocando a oclusão do vaso e a interrupção do fornecimento de sangue. Como esse é um processo dinâmico, á medida que o trombo vai sendo formado, o organismo também vai desfazendo o trombo, através da fibrinólise. Através do exercício regular, é possível promover o aumento da fibrinólise, prevenindo a ocorrência de fenômenos trombóticos agudos, como o infarto do miocárdio.

Existe pouca dúvida que o exercício esteja relacionado à uma menor mortalidade por problemas cardiovasculares. Os estudos apontam sempre na mesma direção, evidenciando a importância de manter uma vida fisicamente ativa para poder viver mais e melhor. Mesmo que, às vezes, não seja possível aderir a um programa estruturado de exercícios, o aumento das atividades físicas presentes nas rotinas diárias, deve ser estimulado, como:

1.      Procurar usar menos o elevador;

2.      Cuidar mais do jardim;

3.      Lavar o carro;

4.      Evitar usar o carro para pequenas distâncias, entre outras.

Os benefícios da prática regular de exercícios físicos são amplamente conhecidos e a luta contra sedentarismo, comprovadamente, traz frutos positivos no que se refere à qualidade de vida e à longevidade.

Quem se exercita vive mais e melhor, quando comparado aos sedentários.

·         Mas, é seguro fazer exercícios? Devem ser tomadas algumas precauções antes de iniciar?

Felizmente, as complicações cardiovasculares do tipo infarto do miocárdio e parada cardíaca, em decorrência da prática de atividades físicas, são raras e em grande parte evitáveis. A incidência de morte súbita durante o exercício varia de acordo com a população estudada. Em atletas em idade escolar a ocorrência é de 1 morte para cada 200.000 atletas; em maratonistas é de 1 morte para cada 50.000 corredores e na população adulta em geral é de 1 morte para cada 18.000 indivíduos saudáveis. Na esmagadora maioria das vezes, esse tipo de complicação ocorre em indivíduos já portadores de doenças cardíacas não diagnosticadas, fazendo com que uma triagem prévia ao exercício consiga minimizar o número de complicações.

Para você tirar as suas dúvidas e iniciar os seus exercícios com segurança, a seguir descreveremos duas formas bastante simples para identificação dos potenciais riscos cardiovasculares do exercício:

Um questionário muito simples chamado de PAR-Q foi desenvolvido no Canadá com o objetivo de identificar quem necessita de uma avaliação médica prévia, antes de iniciar um programa de exercícios. Esta sigla é derivada das iniciais em inglês de (P) Physical (A) Activity (R) Readiness (Q) Questionnaire, ou Questionário de Prontidão para Atividade Física. O questionário, a seguir, deve ser respondido apenas como SIM ou NÃO.

1. Alguma vez o seu médico alertou que você é portador de alguma doença cardíaca e que você deve fazer somente atividade física supervisionada?

2.  Você sente dor no peito quando faz atividade física?

3.  No último mês você teve dor no peito, quando não estava fazendo atividade física?

4.Você apresenta tonturas com freqüência, ou alguma vez já perdeu a consciência? (Apresentou desmaios?)

 5. Você é portador de algum problema osteoarticular, que lhe impeça de praticar atividade física?
 6. Você sabe de alguma outra razão pela qual você não deveria praticar atividade física?
 Se a resposta para todas as perguntas foi NÃO, você poderá iniciar um programa de exercícios físicos de leve a moderados, sem necessitar de avaliação médica.

Caso tenha respondido SIM à alguma dessas perguntas, é aconselhável uma consulta com seu médico, antes de iniciar.
  

  • Principais sinais ou sintomas sugestivos de doença cardiopulmonar:
    1. Dor ou desconforto no peito, pescoço, queixo, braços ou outras áreas que podem ser de natureza;
    2. Isquêmicas (ou obstrução nas artérias coronárias);
    3. Respiração curta em repouso ou com exercício suave;
    4. Vertigem ou desmaio;
    5. Falta de ar parado em pé ou quando inicia abruptamente durante o sono;
    6. Edema de tornozelos;
    7. Palpitação ou taquicardia;
    8. Claudicação intermitente (dor progressiva nas pernas durante a caminhada, que alivia com o repouso, mas volta a doer logo que o exercício é reiniciado);
    9. Sopro no coração;
    10. Fadiga incomum ou encurtamento da respiração com atividades

Fatores de risco principais para doença arterial coronariana:

  1. Idade. Homens: 45 anos; mulheres: 55 anos, ou menopausa prematura sem suplementação de estrogênio;
  2. História familiar. Infarto do miocárdio ou morte súbita antes dos 55 anos do pai ou de outro parente masculino de primeiro grau; ou antes dos 65 anos de idade da mãe ou outro parente de sexo feminino de primeiro grau;
  3. Fumante habitual;
  4. Hipertensão arterial;
  5. Colesterol elevado. Colesterol total maior que 200md/dl ou HDL;
  6. Diabete melito;
  7. Vida sedentária.

Baseado nesses sinais e sintomas e na faixa etária, podemos identificar 3 categorias de indivíduos: os aparentemente saudáveis; os que estão em risco aumentado; e os já com doença conhecida. Em relação à idade, classificamos como jovens os homens com menos de 40 anos e as mulheres com menos de 50 anos. Acima dessas faixas etárias, os indivíduos são classificados como idosos:

·         Aparentemente Saudáveis:

São aqueles que não apresentam nenhum sinal ou sintoma de doença e referem não mais de 1 fator de risco principal para doença arterial coronariana.

Liberação para o exercício?

Os jovens estão liberados para qualquer intensidade de exercício, sem necessitar de avaliação médica prévia. Os idosos devem passar por avaliação médica, somente, se desejarem praticar atividade física intensa (intensidade de exercício que leve à fadiga em menos de 20 minutos).

 ·         Em risco aumentado:

Apresentam sinais ou sintomas sugestivos de doença, ou dois ou mais fatores de risco principais para doenças arteriais coronarianas.

Liberação para o exercício?

Nesse grupo de risco, a prática de atividade física intensa sempre deverá ser precedida de avaliação médica. No caso de não haver sintomas sugestivos de doença, as intensidades de exercício leve e moderada (intensidade de exercício que permita que a atividade física possa ser realizada, com conforto, por 60 minutos) podem ser liberadas sem necessitar de avaliação médica prévia.
 

·         Com doença conhecida:

Indivíduos com problemas médicos graves conhecidos.

Liberação para o exercício?

Qualquer atividade física deve ser precedida de avaliação médica.
Procure identificar em que nível de risco você se encontra. Caso as suas respostas indiquem que você precisa passar por uma avaliação médica inicial, não deixe de consultar o seu médico. Se você já está liberado para começar, não perca tempo e comece logo a usufruir dos benefícios do exercício, respeitando os seus limites.

Isso, certamente, mudará a sua vida!!!

 Exercícios aeróbicos:

O que são?

Exercícios aeróbicos são aqueles que temos condições de suportar por períodos prolongados, sem nos sentirmos desconfortáveis ou fatigados, com predomínio do sistema de produção de energia em que o oxigênio tem participação direta.

À medida que os exercícios se tornam parte da nossa rotina, vamos melhorando nosso condicionamento físico e, também, o nosso organismo passa a utilizar o oxigênio mais precocemente e com mais eficiência.

Fontes de energia:

Nosso organismo possui vários sistemas ou fontes de produção de energia para garantir a atividade muscular.

Num primeiro momento, temos condições de produzir energia muito rapidamente, sem utilização de glicose, gordura ou oxigênio e sem produção de ácido lático, mas por pouco tempo, já que essa fonte se esgota em 20 segundos.

Esse é o sistema ou fonte que nos permite executar movimentos ou exercícios de grande intensidade com pequena duração.

A segunda possibilidade nos fornece energia através da utilização da glicose existente no plasma e no glicogênio (muscular e hepático), ainda sem a participação do oxigênio, mas com produção de ácido lático. O resultado é uma quantidade maior de energia por tempo um pouco maior, até 2 minutos.

 Através de sua utilização podemos executar atividades intensas por um tempo também um pouco maior.

A terceira fonte ou sistema utiliza glicose (glicogênio), gordura (ácidos graxos livres) e, em pequena proporção, proteínas. Nesse momento são fundamentais a presença e a utilização do oxigênio para a produção de energia, de uma forma mais lenta que nas anteriores, mas em quantidade e duração muito maiores.

 É essa forma de produção de energia que nos permite executar tarefas com grandes grupos musculares por um tempo considerável, sem chegarmos à fadiga.

Cada sistema contribui para a produção de energia em praticamente qualquer tipo de exercício, havendo sempre a predominância de um deles.

 Quais são os exercícios aeróbicos?

1.      Caminhar;

2.      Nadar;

3.      Pedalar;

4.      Patinar;

5.      Dançar;

6.      Correr a baixas velocidades (jogging).

São típicos exercícios aeróbicos, em que nossos sistemas cardiovascular e respiratório trabalham harmoniosamente, garantindo um suprimento adequado de oxigênio aos músculos em atividade.

São os exercícios que mais benefícios trazem ao nosso organismo, diminuindo a chance de morte por doenças cardiovasculares e por câncer,  melhorando a qualidade e a expectativa de vida.

A Cinesiologia é a ciência que estuda os movimentos humanos.

Através dela podemos perceber e compreender muitas coisas que ocorrem na nossa vida, podendo assim torná-la melhor.

Nossos movimentos são possíveis pela ação muscular. É através da contração dos músculos que o ser humano é capaz de realizar façanhas extraordinárias, como saltar 2,45 metros de altura, pular mais de 8 metros de distância, correr 100 metros em menos de 10 segundos, terminar uma maratona em pouco mais de 2 horas, levantar mais que o próprio peso corporal no halterofilismo, realizar vários giros no ar na ginástica, saltos ornamentais ou no skate. Acariciar alguém, pintar um quadro, dançar uma valsa, também são exemplos desse magnífico controle que temos sobre os músculos. Ações inconscientes, como controlar o fluxo sanguíneo para nossos órgãos, arrepiar os pêlos ao sentir frio, regular o foco da visão, ou simplesmente sorrir são possibilitadas pela ação dos nossos músculos.

Entretanto, esta maravilha que protege órgãos, faz com que possamos nos expressar, dá forma ao corpo, ou coloca pão na mesa do trabalhador, precisa ser exercitada, precisa ser usada com intensidade razoável, sob pena de falir.

Então, devido ao o extremo avanço tecnológico conseguido pelo Homem, nossas vidas tornaram-se muito mais confortáveis, porém essa tecnologia substituiu o duro trabalho dos nossos músculos.

É muito melhor apertar um botão do que descer na chuva para abrir um portão. Quem trocaria sua TV de controle remoto por outra que obriga a pessoa sair de sua confortável poltrona toda vez que quiser trocar de canal?
Só que esta “lei do mínimo esforço” traz inúmeros problemas ao indivíduo.

Devido à insuficiente utilização diária dos músculos do corpo, temos este importantíssimo sistema corporal atrofiando, ou seja, entrando em falência. Quando não são colocados para trabalhar durante muito tempo, enfraquecem tanto que tornam a simples atividade comum de um dia algo cansativo. Ficar em pé, subir lances de escada, apoiar-se numa perna só durante o banho, ou trocar o gás de casa, tornam-se tarefas difíceis.
Por isso,  coloque seus músculos para funcionar. Torne sua vida mais ativa e logo verá os benefícios físicos e psicológicos.

Um dia tem 24 horas e, normalmente, utilizamos 8 horas para dormir, 8 horas para trabalhar e 8 horas para as demais atividades. Dificilmente não encontraremos nessas 8 últimas horas citadas um espaço de 30 minutos, 3 vezes por semana para que possamos investir em nós mesmos.

Utilize esse tempo para movimentar-se com uma intensidade maior do que comumente faz. Caminhar ou pedalar uma bicicleta são apenas 2 exemplos das incontáveis atividades que podem deixar você mais ativo do que é hoje.

Movimente-se e seus músculos agradecerão por lembrar deles

Dos exercícios ditos aeróbicos, a caminhada é sem sombra de dúvida a modalidade que reúne o maior número de qualidades. Todas as pessoas que não apresentam limitações físicas importantes podem caminhar. Todos aprendem a caminhar muito cedo na vida, portanto, somos biomecanicamente mais eficientes durante uma caminhada, do que durante qualquer outra atividade física, como a natação, o ciclismo ou o remo, por exemplo. Ela permite ao iniciante começar o seu programa de exercícios com cargas bem leves de trabalho e, com o tempo, ir progredindo lentamente, até atingir a intensidade ideal de treinamento. O custo dessa atividade física é muito baixo e pode ser realizada em praticamente qualquer lugar. Seja na rua, nos parques, na praia, no campo, em pistas atléticas, ginásios, ou na área interna dos grandes centros comerciais, realmente qualquer lugar serve para quem quer dar uma boa caminhada. Como todo exercício aeróbico, é importante que a caminhada se prolongue por pelo menos 20 minutos. Isso é necessário para promover a melhora no condicionamento físico. Isso significa que com o decorrer do treinamento, maiores distâncias passarão a ser percorridas com menos esforço e com mais velocidade. Quando a caminhada dura menos do que 20 minutos, ela também promoverá melhoras na saúde, queimará gorduras e trará bem estar, mas a melhora no condicionamento físico será menor. Para a saúde, é muito melhor caminhar pouco do que não caminhar nada.

 

Por terem que carregar o seu peso corporal, durante a caminhada os obesos fazem mais esforço do que os magros

. Isso quer dizer que quando um magro está caminhando junto com um obeso, a intensidade do exercício será mais intensa para a pessoa obesa. Muitas vezes, por não conseguirem acompanhar o ritmo de exercício das outras pessoas, os obesos são rotulados como preguiçosos. Na verdade, sempre que uma pessoa com excesso de peso estiver praticando atividades que impliquem em carregar o próprio peso, ela estará sendo mais sobrecarregada do que uma pessoa magra. Daí a importância de individualizar as cargas de exercício, respeitando as particularidades de cada um.  

  • Como caminhar:       

Para um período de caminhada de 20 a 50 minutos programe-se para dispender 10 minutos adicionais, para incluir no início um período de “aquecimento” e ao final um período de “volta à calma”.

1 – Iniciar com 5 minutos de caminhada lenta, como “aquecimento” dos músculos e preparação do sistema cardiovascular;

2 – Passar então para um ritmo de caminhada mais intenso, por 20 a 50 minutos, evitando ficar ofegante, ou seja, você deve poder conversar confortavelmente durante toda a caminhada;

3 – O exercício não deve ser interrompido abruptamente. É muito importante voltar à calma ao final da caminhada. Isto pode ser feito caminhando lentamente por 5 minutos;

4 – Antes e após a caminhada é importante fazer exercícios de alongamento envolvendo, principalmente a musculatura das panturrilhas (“barriga da perna”), posterior das coxas e glúteos;

5 – A freqüência semanal deve ser de 3 a 6 vezes. Pelo menos 1 dia de repouso semanal é indispensável para evitar lesões osteomusculares.

 

 

  • Objetivos a serem alcançados:

É muito importante que a caminhada se estenda por mais de 20 minutos, mas, não é necessário que a duração exceda 60 minutos. Então, é mais importante para o iniciante, primeiro aumentar o tempo de caminhada, antes de preocupar-se com a velocidade. Depois que você já estiver caminhando confortavelmente, por 40 a 60 minutos, só então deverá aumentar a velocidade da caminhada. Para adultos saudáveis, a velocidade de 6,5 km por hora é excelente em termos de gasto calórico e de condicionamento cardiovascular, podendo ser usada como uma meta a ser atingida. Nunca esquecendo que cada indivíduo tem os seus próprios limites, os quais devem sempre ser respeitados. 

  • Alongamentos:

Os alongamentos são exercícios voltados para o aumento da flexibilidade muscular, que promovem o estiramento das fibras musculares, fazendo com que elas aumentem o seu comprimento. O principal efeito dos alongamentos é o aumento da flexibilidade, que é a maior amplitude de movimento possível de uma determinada articulação. Quanto mais alongado um músculo, maior será a movimentação da articulação comandada por aquele músculo e, portanto, maior a sua flexibilidade. Os alongamentos conseguem esse resultado por aumentarem a temperatura da musculatura e por produzirem pequenas distensões na camada de tecido conjuntivo que revestem os músculos.
Por que fazer alongamentos? 

 

Tanto uma vida sedentária, como a prática de atividade física regular intensa, em maior ou menor grau, promovem o encurtamento das fibras musculares, com diminuição da flexibilidade

O exemplo mais completo de inatividade gerando perda de flexibilidade muscular é a imobilização de um membro após uma fratura. Por um tempo, ao retirar o gesso, por um período de tempo, ocorre a perda quase completa dos movimentos daquele membro. Quanto à atividade física, esportes de longa duração como corrida, ciclismo, natação, entre outros, fortalecem os músculos, mas diminuem a sua flexibilidade. Nos dois casos, a conseqüência direta desse encurtamento de fibras é a maior propensão para o desenvolvimento de problemas osteomusculares. Provavelmente, a queixa mais freqüente encontrada tanto nos sedentários, como nos atletas, é a perda da flexibilidade provocando dores lombares, por encurtamento da musculatura das costas e posterior das coxas, associado à uma musculatura abdominal fraca. Com a prática regular de alongamentos os músculos passam a suportar melhor as tensões diárias e dos esportes, prevenindo o desenvolvimento de lesões musculares.

Quando alongar?

 É importante alongar adequadamente a musculatura logo antes de iniciar uma atividade física. Isso prepara os músculos para as exigências que virão a seguir, protegendo e melhorando o desempenho muscular. Além disso, como não é raro que a prática de exercícios provoque dores musculares 24 horas após o seu término, alongar-se imediatamente após o exercício reduz o aparecimento da Dor Muscular Tardia. Pela sua facilidade de execução, a maioria dos alongamentos podem também ser feitos, praticamente, a qualquer hora. Ao despertar pela manhã, no trabalho, durante viagens prolongadas, no ônibus, em qualquer lugar. Sempre que for identificada alguma tensão muscular, prontamente algum tipo de alongamento pode ser empregado para trazer bem estar.

Como alongar
Antes de mais nada, é importante aprender a forma correta de executar os alongamentos, para aumentar os resultados e evitar lesões desnecessárias. Inicie o alongamento até sentir certa tensão no músculo e então relaxe um pouco, sustentando por 30 segundos, voltando novamente à posição inicial de relaxamento. Os movimentos devem ser sempre lentos e suaves. O mesmo alongamento pode ser repetido, buscando alongar um pouco mais o músculo, evitando sentir dor. Para aumentar o resultado, após cada alongamento, o músculo pode ser contraído por alguns segundos, voltando a ser alongado novamente. É a técnica chamada de “alonga – contrai – alonga”. De uma forma geral, sempre devem ser preferidos os alongamentos estáticos, em detrimento dos dinâmicos, que são o resultado de movimentos amplos e bruscos dos músculos. Ao contrário dos alongamentos estáticos, os dinâmicos, ou também chamados de alongamentos.

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